O que quer que o seu filho alcance na vida?

Happy Kids

O que quer que o seu filho alcance na vida?

Quer que seja famoso? Actor, cantor ou um Cristiano Ronaldo com um grande conforto financeiro? Que siga de forma brilhante a carreira da família? Bem, talvez nenhuma das opções, ou uma ou outra no seu abstracto.

No entanto, a minha experiência diz-me que a maioria dos pais responde “quero que seja feliz”.

Feliz.

Ora, com a maioria da humanidade familiar a querer o mesmo, seria de esperar que já se tivesse conseguido desenvolver algures a formula mágica para a felicidade na infância, e que depois se prolongasse para o resto da vida.

Mas não.

O mais plausível que encontramos são estudos, factos cientificamente testados e comprovados que são o que de mais parecido teremos, pelo menos para já, com a apetecida “ciência da felicidade”.

Permitam-me partilhar convosco alguns resultados, deixando-vos o desafios de me apresentarem também ideias, estratégias e factos na busca pelo caminho mais lucrativo no cultivo da felicidade.

Renunciar à tentação da comparação:

Por mais tentador que seja usar outros como exemplo ou orientação do comportamento e resultado que se pretende ver atingido, pode tornar-se, para uma criança, perigoso e doloroso crescer a acreditar que não se está à altura de algo que alguém decidiu para ela e que não se é ou nunca será como gostariam.

Insistir e persistir nas tradições:

As tradições dizem as crianças que elas fazem parte de algo. Que pertencem a uma história. Jantares de sábado, filmes de domingo à tarde, limpeza de casa ao sábado de manhã, o que fizer sentido para cada família. As tradições adaptam-se à rotina e dinâmica da família.

Receber as emoções negativas:

Ninguém gosta de ver uma criança (ainda mais se for a nossa) chorar, espernear ou enfurecida. Mas é importante que esses sentimentos surjam e que façam parte das experiências das crianças.

Os pais também experienciam estas emoções negativas e podem servir de modelo de apresentação, gestão e reflexão “Vês? A mãe também fica irritada, vamos sair daqui um bocadinho que eu preciso respirar fundo, fico mais tranquila quando respiro fundo”.

Mais do que ignorar o mau comportamento ou procurar formas de tornar crianças obedientes, o sucesso está em ajudar as crianças a conhecerem, receberem e gerirem todas as emoções, mesmo as negativas.

Investir no tempo de brincar ou no tempo para fazer nada:

Tempo para ser criança é fundamental. Se queremos crianças felizes é importante que lhe permitamos que sejam isso mesmo, crianças. Depois do desgaste da rotina dos dias, da escola, dos trabalhos de casa, ter tempo para brincar, para estimular a sua criatividade, para descontrair, para não fazer nada é importantíssimo, alguns estudos chegam mesmo a correlacionar a falta de tempo para brincar com aumento dos níveis de ansiedade e dificuldades no auto-controlo. Brincar, é afinal, uma coisa séria!

Focar no empenho:

O sucesso é a interpretação que fazemos do resultado. As crianças que crescem a sentir que o esforço e empenho são igualmente notados e não são mais valorizados que a perfeição ou sucesso da tarefa, apresentam níveis de auto-confiança e auto-estima mais elevadas.

Encorajar Joelhos Esfolhados:

Falhar. Falhar significa em primeira medida, ter tentado, ter corrido riscos, ter arriscado. As crianças que esfolham joelhos, que se aventuram, adquirem conquistas, autonomia e percepção de competência, para além de criarem memórias.

Estar e Ser Feliz:

Ser um exemplo de bem-estar, de respeito por mim próprio, ter a força e coragem para aceitar os meus próprios limites e empenhar-me em ser “o meu melhor” possível, é um excelente principio para incentivar e motivar as crianças e outros à minha volta a fazerem o mesmo.

Que esteja feliz.

Cristina Nogueira da Fonseca

 

Publicado a 31.03.2015 em Barrigas de Amor.

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