Na tagarelice com os “Reis de Sousa”

A Olga e o Emanuel apaixonaram-se e desde esse dia que fazem do amor bandeira, há 6 anos nasceu-lhes a Leonor e 4 anos depois o Afonso.
Vivem em Lisboa, mas são daquelas famílias que conseguiriam “viver-se “em qualquer lugar graças à imaginação sem limites e espírito explorador.
Conheça a família Reis de Sousa, a família da nossa Olga, blogger d’O rei vai nú e autora da obra “acabar com as fraldas e o chichi na cama”.

Felicidade para a vossa família é?

Vivermo-nos. Para nós, a felicidade não é um estado teórico que existe no futuro, acreditamos que apenas existe no aqui e no agora. É sobre esta premissa que a nossa família se esforça para ser feliz, ao vivermo-nos uns aos outros, desfrutamos da felicidade em conjunto, no momento, todos os dias. Mesmo quando os dias não são os mais felizes, porque os há!

Quem são os Reis de Sousa?

São humanos, são pessoas. E, sinceramente, acho que estamos em constante mutação. Aprendamos juntos uns com os outros – desde o mais pequenino ao mais velho – porque somos todos diferentes e são as nossas diferenças, em conjunto, que faz de nós os Reis de Sousa. Por isso, podemos ser muitas coisas ao longo do tempo. De momento os Reis de Sousa são, exploradores, criativos, alegres e felizes.

Se a vossa família tivesse um slogan, seria…?

Imaginação sem limites

Quais são as vossas principais tradições, hábitos ou rituais enquanto família?

Temos o hábito das rotinas diárias (aliás há um calendário de rotinas cá em casa), todas as noites há uma história antes de adormecer e fazemos sempre o calendário do advento, o Natal é a festividade favorita, mas também nos divertimos muito no carnaval e no halloween. Nos aniversários há sempre festas temáticas. Gostamos de brincar – todos os dias temos sempre um tempinho para uma brincadeira.

Que tipo de pais procuram ser para os vossos filhos?

Pais eficazes (risos) e passo a explicar – são aqueles que, acima de tudo, expressam amor aos filhos e não têm vergonha disso, que os respeitam enquanto pessoas, a sua individualidade e as suas capacidades, sem deixar de discipliná-los -há que seguir regras e normas. Procuramos ser os pais que permitem que os filhos tomem decisões (dentro de limites pré-estabelecidos, claro!) e que lhes ensinam a ser responsáveis pelas consequências dessas mesmas decisões. Pais que estimulam e reforçam o potencial de cada filho, que reconhecem o esforço, independentemente do resultado. Pais que permitem que os filhos sejam autónomos (de acordo com a idade) e que exigem a colaboração em casa. Pais que promovem a união da família – com tempo para conversar, ouvir e nunca, mas nunca dizer mentiras. Sabemos que somos o exemplo, por isso, trabalhamos para ser melhores pessoas e também sabemos que não é fácil ser-se pai, assim como não é fácil ser-se filho.

No que diz respeito à educação, assumem-se mais como ditadores, democráticos ou anarquistas?

Democráticos.

No dia a dia, o que é que vos faz saltar a tampa?

Os miúdos dizem que arrumar lhes faz saltar a tampa (risos). A nós quando fogem de nós ou num piscar de olhos os perdemos, ficámos fulos, É mais o medo de que algo de mal lhes aconteça. Sabemos que ainda não têm percepção de determinados perigos e não é fácil explicar-lhes determinadas coisas. (como, por exemplo, que existem pessoas más). Confesso que às vezes sou um bocado paranóica com isto.

O que é que os vossos filhos já vos ensinaram?

Que somos mais fortes do que julgávamos. Que a felicidade está nas pequeninas e simples coisas. Que fazer amigos é simples e perdoar também. Que somos os melhores pais do mundo.

Imaginem-se avós, qual seria o mais precioso conselho que dariam aos vossa filhos?

Nunca se esqueçam que vocês são os modelos dos vossos filhos. Digam-lhes todos os dias que os amam, brinquem com eles e nunca se esqueçam que esta é a vossa oportunidade para serem os pais que desejariam ter tido (esta última foste tu que me ensinaste, e faz TANTO sentido que penso nisso várias vezes).

De que forma sentem que o projecto Famílias Felizes pode ser útil para as famílias?

Nos dias que correm, a maioria dos pais procura fazer o melhor possível para os filhos serem pessoas felizes. Para serem uma família feliz. Bons filhos não podem ser o objectivo, mas são o resultado do cumprimento pleno da tarefa de ser-se pai/mãe. Que o amor sem condição treina-se e há sempre um upgrade e uma melhor versão de nós, enquanto pais – O Famílias Felizes é um impulsionador do caminho a percorrer.

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