Também é preciso abraçar os pais!

Podes ler muitos livros e artigos sobre como acalmares o teu filho mas ser-te-á muito mais útil, para todas as ocasiões da tua vida, se procurares métodos, formas e estratégias de te tranquilizares a ti.

Nesta fase da tua parentalidade, já deves ter aprendido imensas coisas sobre ti, a primeira é que não és perfeito e a mais importante é que tens diariamente um sem fim de oportunidades, para poderes fazer as coisas de maneira diferente e para te tornares mais pleno e mais feliz.

Depois deixa-me sossegar-te, não é só contigo que muitas vezes nas emoções, as cinzentas ganham. A mim e à maioria das pessoas também. E elas são cinzentas precisamente para aprendermos com elas, para percebermos o que em nós precisa ainda de ser trabalhado, para nos alertar dos lugares dentro de nós que precisam de atenção.

Se neste momento estiveres a pensar algo como “eu não preciso de me acalmar, preciso é que o meu filho não me faça perder a calma, não me faça ter de gritar”, eu compreendo, conheço o lugar em que estás, estás num lugar em que já decidiste que nada depende de ti, onde já te entregaste às circunstâncias, repara o poder e o peso que estás a pôr e a dar ao teu filho, é ele que decide como te sentes e o que fazes.

Acredito verdadeiramente que se te conheceres a ti e aos teus lugares, a maioria das vezes que o teu filho chegar a ti será diferente.

Aceita a tua irritação e frustração

Quando o teu filho faz algo que do teu ponto de vista é errado, mesmo quando tens a noção de que ele está a agir como é suposto pela idade ou pelo momento que possa estar passar, nesse momento é difícil parares a tua própria irritação, mas é o que tens de fazer, tens de respirar fundo ou fazer qualquer outra coisa que resulte para ti, cantar no wc, afastar-te, respirares fundo, tens de ter dar tempo para passares a fase dos pensamentos negativos e das reacções emocionais e dar-te tempo para reagires, sem falares de um lugar de irritação ou raiva. Se falares desse lugar vais dizer tudo de forma mais feia, mais pesada e provavelmente atribuir uma dimensão tremenda a uma situação normal. E depois vais arrepender-te e ficas com o sentimento de culpa para gerir a seguir.

Ouve antes de reagires e antes de falares

Passamos a vida a fazer assumpções e com os nossos miúdos fazemos a mesma coisa, desde o início ao fim, já sabemos o motivo e a razão de tudo e muitas vezes nem damos espaço para que cresça na nossa mente a possibilidade de por trás daquele comportamento “irritante” estarem os motivos mais inocentes, comportamentos como curiosidade e ajuda, tentar saber o que é aquilo e o que faz quando se toca no botão ou pegar na faca para começar a cortar o pão porque te ajudar. Matamos muitas vezes as intenções das nossas crianças quando assumimos que tudo é como nos pensamos. Tenta primeiro saber o porquê do teu filho. Quando as coisas não correm como era suposto, pergunta-lhe “qual era a tua intenção quando pensaste nisto?”

Tira tempo para ti

Se não estiveres bem, se não descansares, se não fizeres coisas que gostas, se não balançares a tua vida com coisas que te fazem sentir útil (não te esqueças que a primeira pessoa a quem tens de seres útil é a ti), competente e feliz não vais conseguir guiar-te em tranquilidade nos dias, não vais conseguir ter vontade de ouvir, não vais estar disponível e infelizmente não vais estar nas melhores condições para te conduzires para um sítio em que és tu que te controlas, tu que decides que ninguém tem o poder para te fazer gritar e tu que contribuis para a felicidade da tua família e dos vossos dias de vida juntos.

Abraça-te!!

Recebe o meu.

Cristina Nogueira da Fonseca

 

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